domingo, 8 de novembro de 2009

ARTE EM ANDAMENTO LAPA - Edição II


A segunda edição do Arte em Andamento LAPA acontecerá na próxima quinta-feira, 12/11, pontualmente as 20h.

Poesia, música e muita arte se encerrará com o show do Arrasta Povo, dando ainda mais força à nossa festa das artes!

É muito importante lembrar que nosso sarau inicia pontualmente as 20h e termina as 22h, é um tempo pequeno, mas que nossa confraria pode (e deve) aproveitar com muito afinco para garantir as andanças da arte em mais um canto do Rio de Janeiro.

A entrada custa R$ 10,00, mas quem enviar os nomes para nossa lista amiga, através do perfil no Facebook (www.facebook.com/arteemandamento) ou para nosso e-mail arteemandamento@gmail.com, pagará apenas R$ 5,00.

Como de praxe, o espaço fica aberto para quem quiser ler ou dizer poesia, cantar, tocar e fazer conosco uma linda festa das artes!



terça-feira, 3 de novembro de 2009

ARTE EM ANDAMENTO LAPA



O Arte em Andamento chega à Lapa e convida todos a participar conosco desta festa no Bar da Ladeira.
Faremos um sarau antes do show da cantora Vanise Gomes, veterana cantora com musicas que vão do melhor da MPB até o jazz.

A entrada para o sarau e curtir o show depois é de R$ 10,00, mas quem enviar seu nome e dos amigos para nossa lista amiga, por nosso perfil no facebook ou no e-mail arteemandamento@gmail.com, paga apenas R$ 5,00. Vale a pena!


Lembrando que todas as quintas-feiras de novembro estaremos no Bar da Ladeira e convidamos também aos aniversariantes para comemorarem conosco realizando uma grande festa com artes!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

SARAU DOS POETAS MORTOS

O nome parece meio mórbido, mas na verdade o que faremos na próxima segunda, 02/11 a partir das 20:30, é uma celebração aos poetas que já se foram, mas que deixaram vivas suas obras para que nos encantemos.

Como já diria Nietszche: "Temos a arte para não morrer de verdade".

Venham dizer ou ouvir poesia, música e celebrar a arte!

O espaço fica sempre aberto para quem quiser se apresentar com textos, instrumentos musicais, performances.

Teremos também na próxima quinta-feira, 05/11, o Arte em Andamento Lapa, no Bar da Ladeira.

O Arte em Andamento Lapa será seguido de uma roda de samba animadíssima e quem quiser pagar metade do preço (R$ 5,00), basta enviar seu nome e de quem quiser para a lista amiga através deste mesmo e-mail: arteemandamento@gmail.com

Funeral Blues - W. H.. Auden

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.

Tradução:

Que parem os relógios, cale o telefone,

jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,
que emudeça o piano e que o tambor sancione
a vinda do caixão com seu cortejo atrás.

Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.
Que as pombas guardem luto — um laço no pescoço —
e os guardas usem finas luvas cor-de-breu.

Era meu norte, sul, meu leste, oeste, enquanto
viveu, meus dias úteis, meu fim-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, fala e canto;
quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana.

É hora de apagar estrelas — são molestas —
guardar a lua, desmontar o sol brilhante,
de despejar o mar, jogar fora as florestas,
pois nada mais há de dar certo doravante.

(tradução de Nelson Ascher)


Nesta versão, a soprano Alessia Mankovskaya com Andrea Kmecova ao piano interpretam a versão musicada do poema composta por Benjamin Britten (1913-1976.



E não percam o SARAU DOS POETAS MORTOS na próxima segunda-feira, 02/11.
Teremos também BAR DA LADEIRA na quinta-feira, 05/11 com poesia, música e depois roda de samba. Lista amiga R$ 5,00 - mande seu nome e de seus amigos para arteemandamento@gmail.com

terça-feira, 27 de outubro de 2009

COMO ENCARAR A MORTE - Carlos Drummond de Andrade

Segundo a votação que colocamos no blog, Carlos Drummond de Andrade foi escolhido pelos leitores, como o poeta morto favorito.

Por este motivo, colocamos aqui seu poema "Como Encarar a Morte"
Negrito


Lembrando que na próxima segunda-feira, 02/11, realizaremos o SARAU DOS POETAS MORTOS para trazermos à vida a obra dos nossos poetas preferidos.


De longe

Quatro bem-te-vis levam nos bicos
o batel de ouro e lápis-lazúli,
e pousando-o sobre uma acácia
cantam o canto costumeiro.

O barco lá fica banhado
de brisa aveludada, açúcar,
e os bem-te-vis, já esquecidos
de perpassar, dormem no espaço.

À meia distância

Claridade infusa na sombra,
treva implícita na claridade?
Quem ousa dizer o que viu,
se não viu a não ser em sonho?

Mas insones tornamos a vê-lo
e um vago arrepio vara
a mais íntima pele do homem.
A superfície jaz tranquila.

De lado

Sente-se já, não a figura,
passos na areia, pés incertos,
avançando e deixando ver
um certo cógifo de sandálias.

Salvo orsto ou contorno explícito,
como saber que nos procura
o viajante sem identidade?
Algum ponto em nós se recusa.

De dentro

Agora não se esconde mais.
Apresenta-se, corpo inteiro,
se merece nome de corpo
o gás de um estado indefinível.

Seu interior mostra-se aberto.
Promete riquezas, prêmios,
mas eis que falta curiosidade,
e todo ferrão de desejo.

Sem vista

Singular, sentir não sentindo
ou sentimento inexpresso
de si mesmo, em vaso coberto
de resina e lótus e sons.

Nem viajar nem estar quedo
em lugar algum do mundo, só
o não saber que afinal se sabe
e, mais sabido, mais se ignora.


sábado, 24 de outubro de 2009

ORIGEM DO DIA DE FINADOS

A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, primeiro de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.

A cultura de dedicar um dia para homenagear os mortos varia muito de localização ou religião, mas segue os princípios do catolicismo, pois a partir do século XI, os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a exigir tal celebração.

No México, ao invés de melancolia, os mortos são homenageados com grandes festas. Isso faz com que o país receba visitas de turistas de todo mundo.

Existem alguns símbolos que são muito utilizados no dia dos mortos para homenageá-los. Os crisântemos representam o sol e a chuva, a vida e a morte e por serem flores mais resistentes são muito usadas nos velórios. As velas significam a luz do falecido, as coisas boas que eles deixaram para seus parentes vivos.

Muitas vezes, no dia de finados, o tempo fica nublado ou chuvoso. As crenças populares dizem que isso acontece porque as lágrimas das pessoas são derramadas dos céus.

Crendices populares dizem que não se deve levar terra de cemitério para dentro das casas, pois pode levar azar. Outros afirmam que comer a última bolacha de um pacote pode causar a morte da pessoa que comê-la.











Foto de Filipe Couto


Sabendo um pouco mais sobre isso, não deixe de ir à edição 24 do Sarau Arte em Andamento. No dia 02 de novembro, faremos o Sarau dos Poetas Mortos. Perder por quê?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AS PARTICIPAÇÕES DA NOITE


A noite de hoje realmente será muito especial.

O Sarau Arte em Andamento acontecerá junto com o Ponte de Versos e a participação do poeta português Luís Serguilha.

Conheça um pouco das poetas que apresentarão hoje um poema de Serguilha.


Adriana Monteiro de Barros
é carioca,atriz, jornalista e poeta por opção. Em
2004, venceu o III Festival Carioca de Poesia e no ano seguinte foi homenageada com uma moção honrosa pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

Autora do livro de "PIANOS INVISíVEIS" lançado em 2008 pela editora Ibis Libris. Participou de várias antologias, como os 8 anos da Ponte de Versos, lançado este ano na Primavera dos Livros.

Atualmente frequenta os eventos dos amigos e dos quais é convidada e ao seu blog:
http://www.dascoisasqueeunaosei.blogspot.com




Cristina Terra, jornalista formada pela PUC-RJ com especialização em Artes Plásticas e Moda varios artigos e textos publicados em revistas e catalogos de arte. Poeta com poemas publicados em três antologias: duas pela Ponte de Versos 4 anos e 8 anos, e outra Poetas da República editor Ricardo Ruiz. Fundadora e ativista do MOVIMENTO PRÓ-MAIKÓVSKI POESIA VIVA, desde 1981. Madrinha da Ponte de Versos e Parceira/cúmplice na Confraria de Arte Brasileira que produz o Projeto Arte em Andamento. Acredita que SÓ A ARTE SALVA.

Elaine Pauvolid, poeta e ensaísta, é carioca, de 1970. No prelo o livro Vertentes, coletânea de poemas e fortuna crítica que será lançado em parceria com os autores: Márcio Catunda, Marcio Carvalho, Ricardo Alfaya e Tanussi Cardoso. No prelo, participação no livro Poemas que latem ao coração: os mais belos poemas sobre cães.


Autora de Leão lírico , livro independente, lançado dia 2 de junho de 2008 na Livraria da Travessa de Ipanema.

Ganhadora do prêmio Biguá, concedido pela SADE - Sociedade Argentina de Escritores, de 2006. Em 2003, juntamente com os poeta Márcio Catunda, Ricardo Alfaya, Tanussi Cardoso e Thereza Christina Rocque da Motta, lançou o livro Rios, pela Ibis Libris.

Seu segundo livro chama-se Trago (edição artesanal da autora, 2002), prefácio de Gerardo Mello Mourão, foi lançado no evento ConVerso no Café,coordenado pelo grupo Poesia Simplesmente, no Café do teatro Glacio Gil.

Colabora com resenhas literárias nos principais jornais do Rio de Janeiro desde 1999. Edita Aliás, revista eletrônica de cultura, de periodiciade trimestral. Em 1998, estreou como poeta com Brindei com mão serenata o sonho que tive durante minha noite-estrela... (Imprimatur/7 Letras).


Thereza Christina Rocque da Motta, nascida em São Paulo em 10 de julho de 1957, é poeta, advogada, editora e
tradutora. Publicou Relógio de Sol (1980), Papel Arroz (1981), Joio & trigo (1982, 1983, 2004), Areal (1995), Sabbath (1998), Alba (2001), Chiaroscuro – Poems in the dark (2002), Lilacs/Lilases (2003), Rios (2003) e o pôster-poema “Décima lua” (1983), além de participar de diversas antologias, como Carne Viva, organizada por Olga Savary (1984) e Ponte de Versos: 8 anos (Ibis Libris, 2008).

Traduziu romances de Thomas H. Cook e Sue Monk Kidd, crônicas de Charles Dickens e Oscar Wilde, e também poemas de Anne Morrow Lindbergh (O Unicórnio e outros poemas, Ibis Libris, a sair), Sylvia Plath, Byron, Shelley, Keats, Yeats e Shakespeare (44 Sonetos escolhidos, Ibis Libris, 2006 e 154 Sonetos, Ibis Libris, 2009), livros de não-ficção de John Grogan (Marley & Eu), de Greg Mortenson e David O. Relin (A terceira xícara de chá) e romance juvenil de Nina Bernstein (Um livro mágico).

Organiza a Ponte de Versos desde setembro de 2000. Fundou a Ibis Libris em 2000 (www.ibislibris.com.br).

Lembrando que quem não puder comparecer ao sarau, haverá transmissão AO VIVO pelo blog.

Participe durante a transmissão com e-mails, mensagens no blog ou no Twitter!